O vendedor de sonhos de Augusto Cury

imagesCALQ7SAHimagesCAVNKKJCAugusto Cury é psiquiatra, psicoterapeuta e escritor reconhecido em muitos países. O vendedor de sonhos é uma fábula urbana de última geração sobre como as pessoas buscam preencher seus vazios e dar sentido a suas vidas.

Dedico esta reflexão a Leonardo Aponte que emprestou-me o livro. Quero reportar que fiquei muito contenta quando li o livro porque Leonardo é como eu, ele lê livros marcando palavras, perguntas e ideias nas margens do livro. Nós temos um diálogo interno com os livros que lemos! Aposto que, igual que eu, não importa que ninguém responda nossas perguntas retóricas marcadas nos lados dos livros… Pensá-las é suficiente para nós.

Achei o livro tão bonito e interessante. É claro que tem a intenção de provocar o debate e ultrapassar os preconceitos. Cury aproveita um miserável que pedia esmolas como o personagem principal do livro. Pouco a pouco, os leitores comparam o protagonista com Jesus, predicador de idéas que tem seguidores e moram fora da sociedade convencional. Não tem teto, nem coisas materiais, só tem muitas ideias que predica e por isso é conhecido como “o vendedor de sonhos”. Para uns é um malandro e ativista, para outros é um anjo rebelde com pensamento critico, arrebatador e a única pessoa livre que conhecem. A humanidade é para ele serva passiva do sistema social, consumidores de produtos e não de idéias. O vendedor de sonhos conhece o narrador Julio César quando ele tentava suicidar e lhe convence de não suicidar.  Muito interessante como nos diz o vendedor: suicídio é a condenação mais injusta, se auto condena sem defender…

Cury nos apresenta personagens interessantes e pitorescos com os seguidores de maestre: Júlio César intelectual formal que tentou suicidar; Bartolomeu alcoólico que ama as pessoas e a vida e se apelida Boquinha de mel; Dimas ou Mão de Anjo um espertinho malandro de bom coração; Edson o milagreiro que amava se auto promover.

O livro tem muitas frases célebres e profundas que quero compartilhar com vocês porque me causaram impacto:

• Das línguas que falava nenhuma lhe fora útil para falar consigo mesmo (esquecemos que é muito importante ter um dialogo interno com nossas emoções e idéias)
• Seguir uma jornada sem destino, sem agenda, completamente imprevisível ( essa é a agenda do vendedor de sonhos mais eu acho que é uma metáfora da vida mesma!)
• Para os que pensam em pôr ponto final na vida procuro vender uma vírgula. Uma pequena vírgula para que eles continuem a escrever sua história…
• Minhas armas são as idéias, mais poderosas, mais penetrantes (lembremos que as revoluções nascem de uma idéia)
• Deus, livra-me dos normais. Mandei as favas meu formalismo. Eu era normal, minha loucura era oculta, disfarçada… (me lembra a Paulo Coelho quando diz que ser normal é relativo)
• Conhecia o poder da crítica, mais desconhecia o poder do elogio. Os pequenos gestos podem ter tanto ou mais impacto que os grandes discursos (eu creio muito em fazer bem sempre, um gesto, um sorriso, uma palavra de amor é muito mais poderosa que qualquer critica construtiva)
• Só dorme bem quem aprende primeiramente a repousar dentro de si ( a ioga diz que temos que aprender a fazer calar nossa mente)
• É possível fugir dos monstros de fora, mais não dos de dentro (muito acertado ninguém pode fugir de si mesmo)
• Os egoístas vivem no calabouço de suas angústias (eu penso que isso é a raiz de muitas loucuras)
• Os que atuam na dor dos outros aliviam a própria dor (por isso os egoístas podem se tornar doidos)
• O importante não é o mapa, mais a caminhada (eu acredito nisso firmemente, a vida não está feita nem de mapas nem de projetos)
• Não tenha medo do caminho, tenha medo de não caminhar (para mim, que literalmente não pude caminhar por dois meses, isso é muito certo)
• A crítica fere a uma pessoa, o preconceito anulá-la (acho que preconceitos são sinônimos de desconhecimento e medos)
• Sociologicamente falando, em terra de cegos quem tem um olho não é rei, é alvo de espaçamento  (acho que isto é uma verdade muito grande, assim é a natureza humana, não gosta das pessoas diferentes)
• Os fracos usam as armas, os fortes o diálogo (que bonito! Os corajosos também, é muito dificil convencer com dialogo)
• Andamos sobrecarregados com o compromisso neurótico de ser perfeitos, de ser preocupar com a imagem social a opinião alheia. Perdemos a leveza do ser… ( cito a Maria, “permita-se ser imperfeita!” penso que por isso os meninos têm a leveza do ser)
• Quem não reconhece seus conflitos jamais será saudável, e quem não se deixa ensinar pelos conflitos dos outros jamais será um sábio… (quem vive a negação só engana-se a seu mesmo)

Obrigada Leonardo por emprestar-me o livro. Obrigada Maria do Carmo por corrigi-lo!

¿Qué te parece? Estás de acuerdo, nada que ver, etc.

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